A questão de quanto os ricos gastam em viagens não é simples. Definir “rico” é o primeiro obstáculo – trata-se de um rendimento de seis dígitos ou de um património líquido medido em milhões? No entanto, nos dados do setor, surge um padrão claro: indivíduos ricos gastam significativamente mais e com mais frequência do que o viajante médio.
Os números por trás dos gastos abastados com viagens
Se “rico” significa um agregado familiar com rendimentos elevados, as famílias norte-americanas que ganham mais de 120.000 dólares anuais atribuem cerca de 9.060 dólares por ano para viajar. Este é um número notável, mas é apenas a linha de base.
A análise da Visa mostra que as famílias que ganham mais de 200.000 dólares geram uma parte substancial dos gastos globais com viagens – até um em cada quatro dólares gastos em todo o mundo. Isto realça a concentração da despesa entre os escalões superiores do rendimento.
Para quem está no topo, as despesas com viagens de luxo explodem. Uma única viagem de férias pode facilmente custar tanto quanto o salário anual médio de um americano, com os dados da Flywire revelando que 80% dos viajantes ultra-ricos planeiam gastar mais na sua próxima viagem, metade já excedendo os 25.000 dólares por férias.
O contraste com os orçamentos médios de viagem
O adulto médio dos EUA, com uma renda média de cerca de US$ 62 mil, aloca apenas cerca de US$ 1.745 para viagens de lazer a cada ano. Essa grande diferença não se trata apenas de renda; trata-se de renda disponível. Custos de vida mais elevados e orçamentos mais apertados deixam a pessoa média com muito menos para gastar em itens discricionários como viagens.
Uma mudança nas viagens de luxo: valor e autenticidade
Os ricos não estão apenas jogando dinheiro sem pensar. Os relatórios recentes da Virtuoso mostram uma crescente “mentalidade de valor” entre os viajantes de luxo. Eles querem que seus gastos pareçam valer a pena.
Isso se traduz em demanda por melhores serviços, privacidade, experiências únicas e hiperpersonalização. Há também uma tendência crescente para experiências imersivas: em vez de assinalar armadilhas para turistas, os ricos procuram encontros culturais autênticos, culinária local e retiros de bem-estar em destinos menos conhecidos.
O viajante de luxo moderno quer mais do que apenas status; eles desejam experiências significativas que pareçam exclusivas e personalizadas.
O resultado final
No mínimo, a pessoa rica média gasta US$ 9.000 anualmente em viagens. Para os ultra-ricos, as férias individuais podem facilmente ultrapassar US$ 25.000, e essas viagens costumam ser realizadas várias vezes por ano. Isto sublinha a disparidade fundamental na forma como diferentes faixas de rendimento abordam as viagens – para alguns, é um alarde; para outros, é um estilo de vida.















